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  • Isadora Balem

As alegações de alienação parental andam de mãos dadas com as "visitas" livres



Ana e João tem o filho Miguel, de 3 anos. Eles resolveram se separar e, como tinham uma boa relação, não definiram dia para as visitas do pai.


Em determinado momento, João começou a avisar em cima da hora que queria ver o filho e o fazia em horários inconvenientes, sobretudo aos finais de semana, quando Ana já tinha outros planos. Para não criar atrito e ciente de que Miguel sentia falta do pai, desmarcava seus compromissos e permitia a convivência. Em muitas das ocasiões em que ligava, João não aparecia e sequer avisava. Além de não ter podido sair, Ana era responsável por explicar à criança porque o pai não tinha vindo. Essas situações passaram a ser cada vez mais frequentes.


Ana então pediu a João que fixassem um dia/horário certo para a convivência, para que ela pudesse se organizar – já que os momentos em que ele ficava com o filho eram os únicos que tinha para si – e evitar que Miguel criasse expectativas que não fossem atendidas.


João não concordou e continuou vendo o filho nos dias e horários que eram convenientes para si. Em um desses dias, Ana já havia marcado uma viagem com o filho. Em outro, Miguel tinha um aniversário de um colega e em ambas oportunidades João não conseguiu ver o filho.


Essa situação se repetiu outras vezes e, embora Ana ofertasse ao ex outras oportunidades de ver o filho, João nem sempre comparecia. Alguns meses depois ela foi surpreendida com uma acusação de Alienação Parental, por estar obstaculizando a convivência entre pai e filho.


“Visitas” livres são uma excelente forma de manter o controle do homem sobre a rotina da mulher, instrumentalizando o filho. Ela impede que a genitora consiga organizar suas atividades e frequentemente causam frustração nas crianças já que homens costumam exercer seu direito conforme os convém, priorizando trabalho, vida social, etc e não cumprindo com o prometido (como se as mães também não tivessem que trabalhar ou ter direito à vida social).


A suposta dificuldade de acesso ao filho é atribuída à má vontade da genitora. Enquanto a LAP estiver vigente, “visitas” livres podem significar falsas acusações, fique atenta!

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