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  • Isadora Balem

Falar sobre DINHEIRO ainda é TABU para muitos CASAIS




Faz tempo que falar de sexo deixou de ser um tabu em relacionamentos. Ainda que reprimidas sexualmente durante décadas, hoje muitas mulheres já conhecem seus corpos e desejos. E muitas vezes conseguem falar sobre isso com seus parceiros.


Percebo, todavia, que existe um tabu ainda mais forte: dinheiro.


Você sabe o quanto seu parceiro ganha? Quanto custa a vida que vocês levam juntos? Para muitos falar sobre isso parece interesse ou mesquinhez, mas nada mais justo e honesto. É justo que ambos dividam em 50% para cada as despesas de casa quando um ganha muito mais que o outro?


Essa lógica deve falar tanto para os bons momentos, a fim de ajustarem as contas, para quando as coisas não vão bem. Saber o quanto se ganha e o quanto se gasta é fundamental para o estabelecimento de uma pensão justa e compatível com o padrão de vida usufruído anteriormente.


Ele se nega a revelar quanto ganha? Você se sente desconfortável ao perguntar? Não tem acesso às contas da casa? Ligue o alerta, já que a dependência financeira é um combustível para relacionamentos abusivos, utilizada inclusive como forma de violentar a mulher psicologicamente.


Temos como parâmetro de um “bom” relacionamento aquele que o homem é um provedor e “não deixa faltar nada em casa”. Eu discordo desse modelo e acho que um bom relacionamento é aquele que existe liberdade para falar sobre todos os assuntos, sem constrangimentos e melindres. Sem ego ferido, desconfiança, mas principalmente, sem medo.


Até porque se vocês forem casados pelo regime da comunhão parcial de bens ou viverem em uma união estável não registrada, tudo aquilo que for adquirido onerosamente durante a constância da união deve ser partilhado meio a meio, independentemente de quem colocou mais dinheiro ou no nome de quem está o bem. Então na teoria você já tem direito à metade. Não deixe de saber ao que essa metade corresponde!

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