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  • Isadora Balem

"Não me importo com bens e dinheiro, só quero ficar em paz com meu filho"



Essa é a frase que mais escuto das minhas clientes.


Mas o que essa frase esconde?


É comum que mulheres agredidas, ameaçadas e desqualificadas queiram sair de tamanha violência física, psicológica e moral. Quando manifestam qualquer intenção de separação, sofrem chantagem: que ele não dará o divórcio, que vai tirar a guarda do filho, que não pai pagar pensão ou que ela não tem direito a nada, pois tudo foi adquirido com o esforço do trabalho dele.


Querem apenas fazer cessar aquele relacionamento abusivo, que atinge a ela e a seu filho. Muitas vezes, a qualquer custo. Nesse processo, abrem mão da meação justa e dispõem inclusive da pensão devida aos filhos para ter paz.


Acontece que essa paz não é alcançada.


Homens violentos continuam a (tentar) exercer poder e controle mesmo (e as vezes principalmente) após a separação, seja através da alegação de alienação parental, do descumprimento de visitas ou do não pagamento dos alimentos acordados. Ainda intimidam e perseguem.


E essa mulher, já emocionalmente desgastada e empobrecida por um divórcio injusto é, novamente, violentada. E, mais uma vez terá que recorrer ao judiciário, despender um dinheiro que não tem, buscando a tão sonhada paz.


Ontem, dia 25 de novembro, foi o Dia Internacional da Luta pela Não Violência contra a mulher e, mais uma vez, precisamos falar de violência doméstica, cujas diversas formas se entrelaçam e enfraquecem a capacidade de reação.


A luta pela não violência pela mulher é todos os dias porque ela é tão enraizada que muitas mulheres sequer se reconhecem como vítimas. A não violência passa obrigatoriamente pelo respeito, valorização e equidade no tratamento dessa mulher. De não permitir que homens utilizem a violência física – ou outros instrumentos igualmente violentos como ofensas, ameaças e privações – para impor sua vontade.


Mulheres, fortaleçam a si e busquem ajuda – jurídica e psicológica, se necessário- é importante estar cientes dos seus direitos antes de fazer escolhas cujos impactos se prolongam no tempo, inclusive afetando a vida dos filhos.


E vamos juntas!!


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